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Servidores do IFRN deliberam sobre campanha salarial e trabalho presencial em meio à pandemia

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Data: 15/02/2022 | Autor: Da redação | Foto:

O Sinasefe - Seção Oeste Potiguar, que representa professores e técnicos-administrativos do IFRN nos campi Mossoró, Apodi, Pau dos Ferros e Ipanguaçu, realizou assembleia das categorias na noite de ontem (27) para encaminhar a campanha salarial 2022 e também discutir os riscos do trabalho presencial em meio à terceira onda de contaminação pela Covid-19.

Em relação à campanha salarial, a assembleia convidou o professor do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) David Lobão, que compõe a Direção Nacional do Sinasefe, que realizou uma apresentação do cenário nacional e as possibilidades de reposição salarial para as categorias durante o Governo Bolsonaro. Lobão falou sobre a Campanha unificada do Fórum dos Servidores Públicos Federais e concluiu destacando que apesar dos reiterados ataques ao serviço público nos últimos anos, os servidores tem se mostrado mais resistentes e articulados

“Considero que nossa luta para barrar a PEC32 a maior vitória da classe trabalhadora após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. Barramos a possibilidade do Governo Bolsonaro contratar e demitir servidores para órgãos públicos a partir de conveniências políticas. Nossas carreiras no serviço público estariam acabadas. Agora temos que garantir nossa reposição salarial, mas é preciso dizer que desde o Governo FHC nenhuma melhoria financeira foi conquistada sem greve” alertou o professor Lobão.

Covid-19 -  No que se refere ao agravamento dos casos de Covid no campus, o Coordenador- Geral do Sinasefe - Oeste Potiguar, José Amaral, destacou que a Gestão do campus de Mossoró e o Comitê covid-19 debateram e houve consenso no retorno à fase 1, com maioria das aulas totalmente remotas. Amaral lembrou, porém, que isso vem sendo feito de forma desordenada e cada unidade vem retomando as atividades em momentos diferentes.

“Cada campus está em uma fase do retorno e isso é complicado uma vez que os casos de covid estão explodindo em todas as regiões do estado. Precisamos pensar na importância da unificação dessas decisões, priorizando a preservação da vida”, destacou.

Diversos docentes e técnicos realizaram falas destacando a preocupação com o avanço dos casos, o perigo de contaminação e a urgência de retorno às atividades remotas como principal forma de garantia da vida.

O professor Paulo Sidney, do Campus de Ipanguaçu, afirmou: “Estamos vivendo uma realidade complicada, muitos servidores contaminados, muitos familiares se contaminando também. Em todo o estado o quadro é o mesmo, sem diferença. Sei que o ensino remoto não é o ideal, e já desgastou tanto os servidores quanto os estudantes, ninguém está contente com ele, mas temos que fazer esse esforço”, lembrou Paulo.

A professora no Campus Mossoró e Diretora do Sinasefe Oeste Potiguar, Socorro Paulino fez uma importante fala sobre a preservação das vidas. "Temos que preservar nossas vidas. Isso é a prioridade. Eu queria muito estar em sala de aula, sei que meus alunos também queriam isso. Ninguém está gostando do atual cenário, dessas aulas remotas, mas neste momento é o que podemos fazer” comentou.

O técnico-administrativo e diretor do Sinasefe, Allison Cardoso, criticou a falta de informações oficiais sobre o número de servidores e estudantes contaminados nos campi. Para ele, isso cria um ambiente de tensão ainda maior no espaço de trabalho. "Não temos informações sobre a COVID no campus. Sabemos de quem se contaminou por conta de conversas de corredor. Falta transparência na divulgação dessas informações" afirmou.

Encaminhamentos - Após a realização do debate pelas categorias, o que ficou encaminhado em relação às pautas foi  que o sindicato realizará cobrança por ofício à gestão local por uma maior presteza e agilidade na divulgação dos dados pandêmicos do campus, com uma periodicidade definida; Também ficou definido aumentar a mobilização da base com relação à campanha de reposição salarial; Ressaltar para a Reitoria do IFRN  a importância do CONSUP deliberar sobre a retomada das atividades remotas, em meio à terceira onda da covid-19. 

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